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quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Direitos das Pessoas com Deficiência-- Nilmar Machado Fadiva

Coluna da Mulher


"Eu sou aquela mulher que fez a escalada da montanha da vida, removendo pedras e plantando flores."Cora Coralina


Esta semana que passou a coluna Mulher esteve na Fadiva a convite do amigo Nilmar Machado, Conselheiro Municipal de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência, membro da ONCB, professor de Equitação para Deficientes e também músico, que cursa o quinto ano de Direito (Fadiva), que estará apresentando sua monografia dia 14 de Outubro.


Falou sobre os direitos dos deficientes físicos, sobre suas dificuldades e a Lei dos deficientes, que não é cumprida e quase que desconhecida por todos. Os colégios têm uma série de vantagens quando tem estes estudantes, os direitos dos deficientes em sua maioria são desconhecidos.

Muitas vezes colocaram moedas em sua mão quando ele esperava por ônibus. Cego, deficiente, é sinônimo de esmola. Precisamos aprender que deficiente é capaz. Nilmar cursa o quinto ano de Direito e sua esposa é formada em Letras, pós graduada em Educação Especial de Bem Dotados, pós graduada em psico pedagogia e escritora, com três livros lançados, é deficiente visual. As leis consideradas mais importantes pelo nosso palestrante Nilmar são:

lei n.7853, regulamentada pelo del 3298, lei 8999, que institui o passe livre, lei n.10098, lei de acessibilidade,
declaração dos direitos humanos, declaração de salamanca,



Minha opinião e vivência
O que demonstra a capacidade dos deficientes são pessoas como Eva e Nilmar, e suas dificuldades estão na mente dos que se consideram eficientes. Limitados, sim, mas superam os “perfeitos” em muitas áreas.



As pessoas não observam as dificuldades nem os Órgãos Públicos, que começa nas calçadas, sem semáforos, acessos a lugares públicos, a começar pelas rampas. Em Varginha temos passeios com escadas em esquinas, garagens que rebaixam os passeios, praças com aquelas lombadas, causadas pelas raízes de árvores, onde os deficientes e pessoas mais velhas tropeçam e se machucam. Há os buracos e caixas de luz ou água com buracos onde o salto alto fica preso, tampas que se movem ao pisar, e na maioria das vezes espirram aquela água suja.
Começam no chão as dificuldades. Professores desconhecem as dificuldades dos alunos, e em vez de ajudarem, acabam dificultando mais. Deficiente visual não tem que copiar de quadros, o professor tem que fornecer a matéria. Deficiente não é incapaz, apenas limitado em algumas funções. Há falta de preparo e acolhimento por colegas que colocam apelidos nos deficientes. No Paraná temos o primeiro Juiz cego. Depois de 2009 ter o primeiro, temos que rever nossos conceitos. Eu sou limitada visualmente, tendo apenas 20% de visão. Não dirijo, não enxergo os rostos à noite ou na penumbra, mas vejo o mundo, sou capaz. Mas mesmo assim encontro barreiras. Minha filha é especial, e encontrei obstáculos em escolas, como um grupo escolar, que com uma semana de aula pediu que eu a tirasse da escola. Eu retirei, não disse nada, sofri calada porque era perto de minha casa. Ela foi muito bem acolhida no Santos anjos, porém chegou o dia de eu a ter de colocar em outra. Sofri pela discriminação das crianças com ela, porque não estavam preparadas para uma criança diferente. E hoje o que eu achava triste não acho mais, porque ela é um presente de Deus em minha vida, e na vida de sua irmã. Doce, carinhosa, meiga e cheia de sabedoria, eu diria que limitados são os de coração duro e os insensíveis. Porém COMO TUDO TEM UM MOTIVO NO MUNDO, ACREDITO QUE É PARA EU LEVANTAR MAIS UMA BANDEIRA. Deficiente físico é capaz. Meu abraço carinhoso ao Nilmar Machado de Lavras, pessoa que, tenho certeza, vai mostrar que o deficiente visual pode e deve lutar pelos seus direitos. ESTAREMOS JUNTOS NESTA CAMINHADA. Meu grande abraço a todos os deficientes que lutam pelo reconhecimento de seus direitos. A Câmara de Varginha quando colocou o elevador (lei de acessibilidade, lei 10098) foi pensando neles, que seja exemplo. Que os nossos vereadores acordem para os passeios com escadas, às garagens desniveladas e os ônibus que param longe da calçada, e dificultam a subida e descida dos mesmos sem ter como colocar cadeiras de rodas. Há falta de respeito pelo ligar de idosos e deficientes. Colégios têm que ter rampa para os cadeirantes e outras deficiências. Dependem dos nossos representantes melhorarem a qualidade de vida de seus eleitores. Ao nosso prefeito fica aqui também nosso recado e agradecimento pelo que já foi feito, mas tem muito que ainda que ser feito. À Fadiva meu reconhecimento pelo mérito e espaço ao deficiente.
Dione Fonseca
Ficam aqui as fotos que fiz para vocês da palestra na Fadiva









































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Um comentário:

  1. eu acho que esta pessoa e uma grande pessoa poi nao intereça se tem ou nao pernas
    o que intereça e que nao baixemos os braços por muito dificil que seja o problema
    tentamos arranjar cura nao so com tratamentos mas sim com o coraçao

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