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terça-feira, 12 de junho de 2012

SOCORRO

SOCORRO



Ralph J. Hofmann

A crônica situação de desamparo do povo brasileiro ante os seus governantes me levou a estudar qual o sinal de rádio que deveríamos usar para sermos resgatados.

Todos já tivemos em algum momento uma lanterna a pilha que trazia o código Morse. As lanternas costumavam ter um botão que apertávamos para nos comunicar. O sinal para pedir socorro correspondia às letras SOS (... --- ...) ou seja em sinais sonoros “dit dit dit dah dah dah dit dit dit”.

Ao contrário que se possa pensar SOS não significa “Save our souls”, é simplesmente uma convenção que uma comissão alemã propôs em 1905 e que foi considerada conveniente e adotada pelo mundo. Os operadores de rádio da empresa Marconi, que haviam criado o CQ (por lembrar a palavra francesa sécurite  – sécu  ou segurança  – a que se agregou um D para evitar erro, ou seja CQD resistiram a inovação mas acabaram sendo voto vencido. Quando o Titanic afundou em 1912 sua chamada foi alternadamente CQD e SOS.

O advento da transmissão de rádio por voz nos aviões e navios obrigou a adoção de algum novo sinal. Ao contrário do que se possa pensar não foi algum piloto francês que numa emergência decidiu transmitir   M’aidez (me ajudem). Uma comissão estudou as alternativas e, reportando-se ao termo M’aidez (mé-dêz) criou Mayday (mêidei) que essencialmente não significa nada (Existe May Day o primeiro de maio, em que se celebra a primavera nos países anglófonos do hemisfério norte).

Foi definido ainda que a palavra Mayday para fins de socorro seria repetida três vezes rapidamente (Mayday, Mayday, Mayday).

Aliás três é o sinal de emergência. Náufragos devem fazer três fogueiras para atraírem a atenção de navios ou aeronaves. Uma só poderia ser um pessoal assando um churrasco.

Enfim, agora devemos considerar qual o socorro adequado para o povo brasileiro. Acho que aqui existe uma marchinha de carnaval (1960) de Homero Ferreira em parceria com seus irmãos que diz tudo:

Ei, você aí!
Me dá um dinheiro aí!


No caso o contribuinte e eleitor brasileiro poderá gritar” me dá – me  dá – me dá” ou então me dê – me dê  - me dê , que lembra mayday – mayday – mayday  e não será confundido com merdá – merdá – merdá (um francês exclamando merda em português).

Me dê poderá ser interpretado como versão abreviada de “me dê - volva tudo que você me e roubou e deu para cubanos e bolivianos”.   
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