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quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Fórum de Financiamento da OIC discute gestão de riscos para produtores

Fórum de Financiamento da OIC discute gestão de riscos para produtores
 
— CNC recomenda que entidade procure atrair mais agentes de mercado para aumentar a oferta de opções de venda aos produtores de café no mundo.
 
Londres (25/09/2012) — Nesta terça-feira (25), ao longo da 109ª Sessão do Conselho da Organização Internacional do Café (OIC), foi realizada a reunião do Grupo Central do Fórum Consultivo sobre Financiamento do Setor Cafeeiro, que é composto por representantes do Conselho Nacional do Café (CNC) do Brasil, do Banco Mundial, da Aliança Financeira para o Comércio Sustentável e da Sucafina, trader suíça de café, tendo como presidente a embaixadora dos Estados Unidos Amy Karpel.
 
As discussões se concentraram em como proporcionar mais instrumentos aos produtores de café para financiarem e gerirem os riscos da atividade em todo o mundo. Os membros do grupo manifestaram a importância de se levantar mais informações e conhecimento sobre os mecanismos existentes para que os cafeicultores tenham maior acesso a esses mecanismos.
 
Nesse sentido, o Conselho Nacional do Café citou a necessidade de uma maior oferta de lançadores de opções de venda no mercado, uma vez que este é um instrumento de fácil compreensão e utilização e que possui a vantagem de oferecer uma garantia de preço para os produtores. Explicamos que um programa de opções tem o poder de ampliar o volume de crédito aos cafeicultores, já que reduz o risco dos empréstimos.
 
Além disso, recomendamos que a OIC promova estudos para coletar informações sobre os principais instrumentos de gestão de risco utilizados pelos produtores, qual o grau de utilização no mundo e os principais agentes que oferecem liquidez desses mecanismos. Em posse desses resultados, a Organização poderá promover contatos com instituições financeiras para alavancar a utilização das ferramentas de gestão.
 
O CNC sugeriu, ainda, que o Fórum procure fazer contato com a Aliança Internacional do Cooperativismo para promover a criação de cooperativas de produtores nos locais onde eles não possuem estruturas organizadas. O objetivo dessa iniciativa é gerar a esses cafeicultores o acesso a financiamentos para a promoção do comércio sustentável.
 
PRIMEIRO DIA — Ontem, na abertura da 109ª Sessão do Conselho Internacional do Café da OIC, o diretor executivo da Organização, o brasileiro Robério Silva, apresentou um relato sobre os fundamentos de mercado, apontando a produção mundial de café, no encerrado ano safra 2011/12, em 132,7 milhões de sacas, ao passo que o consumo, no mesmo ciclo, deve ficar em 137,9 milhões de sacas. Para Silva, há indicações positivas de que o mercado cafeeiro poderá absorver, até 2020, o aumento de produção, com a equação oferta/demanda devendo permanecer estabilizada.
 
Outro fato de grande importância para o Brasil foi a escolha de Belo Horizonte para sediar as comemorações do cinquentenário da Organização Internacional do Café em 2013. O Secretário de Agricultura de Minas Gerais, Elmiro Nascimento, fez uma belíssima exposição apresentando a candidatura da capital mineira e teve o apoio de todos os presentes.
 
Atenciosamente,
 
Silas Brasileiro
Presidente Executivo
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