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domingo, 29 de janeiro de 2012

A leucemia infantil é tratada em novela, abrindo caminho para discussões sobre o tratamento

A leucemia infantil é tratada em novela, abrindo caminho para discussões sobre o tratamento 


As crianças que fazem tratamento contra o câncer na infância e juventude precisam proteger também o coração para que tenham uma vida adulta saudável, apontam cardiologistas e oncologistas


A personagem Júlia da novela “A Vida de Gente”, exibida pela Rede Globo, terá leucemia. O drama, protagonizado pela atriz mirim Jesuela Moro abre espaço para discussão e conscientização do câncer infantil no País.

Com base em referências dos registros de base populacional, segundo o Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA) são estimados mais de nove mil casos novos de câncer infanto-juvenil, no Brasil, por ano. Assim como em países desenvolvidos, o câncer aqui já representa a segunda causa de mortalidade proporcional entre crianças e adolescentes de 1 a 19 anos, para todas as regiões. Como a primeira causa está relacionada à violência, podemos dizer que o câncer é a primeira causa de mortes por doença, após 1 ano de idade, até o final da adolescência. Dessa forma, revestem-se de importância fundamental para o controle dessa situação e o alcance de melhores resultados.

Se os números são alarmantes, por outro lado,  de acordo com o Instituto do Câncer Infantil, a cura do câncer na infância situa-se em torno de 70% dos casos. Algumas doenças têm índices superiores a 90% e em outros tipos mais graves, felizmente a minoria, fica em torno de 20%.

A evolução dos resultados se deve graças aos medicamentos cada vez mais eficazes, entretanto associados a  efeitos colaterais tardios. “Da mesma forma, porém, que as drogas melhoraram as taxas de sobrevida nos últimos anos, as mesmas podem causar efeitos tóxicos no coração, provocando o surgimento de diversas doenças cardíacas, que aparecem imediatamente ou no futuro; daí a importância de se pensar e prevenir tal toxicidade com acompanhamento do paciente a longo prazo e utilização de cardioprotetores”, explica o cardiologista Marcelo Paiva.
O doutor Paiva alerta ainda que “há muitos casos de crianças curadas do câncer, mas que vão a óbito anos mais tarde por problemas no coração”.

A necessidade da cardioproteção no tratamento quimioterápico é compartilhada pelo oncologista Dr. Marcelo Milone Silva, oncologista diretor clínico do Hospital do GACC (Grupo de Assistência à Criança Com Câncer), localizado em São  José dos Campos, SP. Para ele a preocupação dos cardiologistas “corrobora  a importância da cardioproteção” e lembra: “o que se busca é a cura do paciente, mas essa cura não pode ser a qualquer preço,  e sim com a menor sequela possível”. Para o médico seu objetivo como especialista em oncologia pediátrica é “ melhorar o padrão de vida do paciente do futuro”.

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