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segunda-feira, 2 de julho de 2012

Minas fortalece produção de própolis verde para aumentar exportação

Minas fortalece produção de própolis verde para aumentar exportação
Objetivo é alcançar novos mercados com produto de valor agregado
BELO HORIZONTE (02/07/2012) – A Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) prevê crescimento das exportações mineiras de própolis verde, produto mais valorizado da apicultura e um dos que apresentam maior potencial de renda para os produtores. Dados do Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) mostram que a comercialização da própolis especial no exterior com o selo de Minas, entre janeiro e maio de 2012, movimentou cerca de US$ 1,5 milhão.
A própolis é utilizada pelas abelhas para proteger a colmeia. Trata-se de uma substância produzida com a resina encontrada em algumas plantas, sendo mais cotada no mercado a procedente do alecrim do campo. Da produção anual de própolis verde no Estado (cerca de 29 toneladas em 2011, segundo estimativa da Emater-MG, vinculada à Seapa), cerca de 13 mil toneladas foram destinadas aos países asiáticos. O maior volume foi embarcado para o Japão, mas destinos como a Malásia, Hong Kong e China, recentemente acrescentados à relação dos compradores de Minas, poderão reforçar as exportações.
Para o presidente da Federação Mineira de Apicultura (Femap), Irone Martins Sampaio, os resultados obtidos com as exportações de própolis merecem comemoração. “A demanda internacional é uma consequência natural do esforço dos produtores mineiros para oferecer um produto de alta qualidade. Por isso, segundo Sampaio, a cotação média da própolis verde de Minas no exterior, atualmente, é da ordem de US$ 120,00 o quilo, o que torna o produto um dos mais valorizados do agronegócio estadual na relação preço/quilo.  
Sampaio explica que os apicultores do Estado podem apostar na progressão de suas receitas com a exportação de própolis porque o produto, considerado um antibiótico natural, continua despertando o interesse de pesquisadores como os da Universidade de Nagoia, no Japão. Na Fundação Ezequiel Dias do Estado de Minas Gerais (Funed), também são realizados estudos para o desenvolvimento de medicamentos a partir da própolis.
Mapeamento do alecrim
Diante do potencial de geração de renda por meio da própolis, o Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) realizou em maio de 2011 um mapeamento do alecrim do campo no Estado, que resultou na primeira denominação de origem para a própolis verde no Brasil. Cento e dois municípios mineiros onde atuam apicultores ligados à Femap-MG compõem a Região da Própolis Verde.
A denominação de origem, conforme a definição do IMA, é uma certificação que reconhece produtos cujas qualidades ou características se devem ao meio geográfico, incluindo os fatores naturais e humanos e cuja produção, transformação e elaboração ocorrem numa área geográfica delimitada. Trata-se de um indicador de preferência no sistema comercial nacional e internacional. Os apicultores das áreas incluídas no mapeamento do alecrim já começam a ser certificados pelo IMA e podem agregar o selo de autenticidade ao produto, mesmo antes de obter a patente do Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI), que deve ser feita por uma entidade que representa a cadeia apícola em Minas Gerais.
As plantações de alecrim nas áreas indicadas pelo IMA podem ser desenvolvidas inclusive em áreas degradadas e garantem para Minas Gerais 70% da produção nacional de própolis verde. Para Sampaio, a disponibilidade da planta favorece a produção em volume crescente para atender às exportações e à demanda externa. “É fundamental que os produtores adotem as boas práticas de produção para atender às exigências dos compradores internacionais”, diz o dirigente.
Além disso, segundo Sampaio, a Federação e a Cooperativa Nacional de Apicultura, sediada em Nova Lima, desenvolvem ações juntos aos produtores para agregar valor à própolis de exportação para fornecerem não apenas o extrato mas também o  spray e cápsulas do produto. O extrato de 30 ml vendido no Brasil na faixa de R$ 7,00 a R$ 8,00 pode ser comercializado a US$ 15,00 no mercado internacional.
Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais – Assessoria de Comunicação Social
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