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quinta-feira, 22 de novembro de 2012

THANKSGIVING / AÇÃO DE GRAÇA

THANKSGIVING / AÇÃO DE GRAÇA
Ralph J. Hofmann
Amanhã será a quarta quinta-feira de novembro, dia em que se comemora, por determinação oficial de Franklin D. Roosevelt, referendada pelo congresso americano, o “Dia de Ação de Graça” nos Estados Unidos.
Considero esta data quase um “Dia do Imigrante Competente”.  Havia e há outros tipos de “Thanksgiving” no mundo, decretados por diversos motivos, mas este dia nos Estados Unidos é o primeiro decretado por um governo civil e não por uma autoridade eclesiástica.
O primeiro “Thanksgiving” dos Estados Unidos teria sido em 1621 em Plymouth Plantation, hoje no estado de Massachussetts, onde os colonos haviam desembarcado no ano anterior, chegando muito perto do inverno e tinham se concentrado em construir suas casas para abrigar-se do frio. A pouca atividade de plantio e esta de colheitas européias rendera reservas insuficientes de mantimentos, os suprimentos trazidos da Inglaterra eram parcos e o próximo navio apenas aportaria na primavera.
As perspectivas não eram boas para a nascente colônia. Contudo um índio Patuxet que residia com a tribo Wampanoag e que falava inglês, pois fora levado por navegadores à Europa, visitou a colônia e intercedeu junto a Massasoit, líder da tribo para que cedesse, contra futuras trocas, alimentos suficientes para que passassem o inverno.
Na primavera Massasoit e Squanto ensinaram os colonos a plantar as colheitas que sustentavam sua tribo. Batatas, inhame, milho, abóbora e a armazenar a carne de perus selvagens e outros animais. Assim em novembro 1621, após a colheita a colônia tinha suprimentos suficientes para enfrentar o inverno.
Em agradecimento os colonos convidaram a tribo Wampanoag para uma festa em que se serviu comida feita utilizando esses produtos, além dos frutos do mar locais.
Outras colônias nas Américas sumiram pela insistência em tentar produzir aqueles alimentos que consistiam a base da alimentação na Europa. Plymouth sobreviveu e cresceu porque soube escutar os nativos e deixou para uma segunda etapa a adaptação dos produtos europeus.
Neste contexto tenho sempre defendido a tese de que afora Rio de Janeiro e São Paulo, onde houve uma imigração urbana não existe comida alemã ou comida italiana. Existe comida colonial italiana e comida colonial alemã.
Ou seja, os colonos alemães de aproximadamente duzentos anos atrás e os italianos de algo mais de cem anos atrás foram tão sensatos como os “pilgrims” de Plymouth. Aprenderam a fazer pão de batata misturada com farinha de mandioca em lugar de trigo, aprenderam a comer couve e charque e a fazer açúcar mascavo.  Após os primeiros 70 anos haviam criado uma adaptação às memórias que tinham da vida no país de origem.
Eu diria que o colono precisa ser como um judoca. Se atacar o adversário intempestivamente vai ser derrotado. Se usar a própria energia do ataque do adversário para defender-se por contragolpes vai ser vitorioso. 
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