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quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

África será o tema principal da 5ª cúpula dos BRICS

 

São Paulo, 30 de janeiro de 2013 – “BRICS e África - parceiros para integração e industrialização” será o tema da 5ª cúpula dos BRICS que acontecerá em Durban, África do Sul, em março, disse Collins Chabane, Ministro da Presidência para Monitoramento de Atuação, Avaliação e Administração da África do Sul.
Chabane discursou em Polokwane, província de Limpopo, na África do Sul, com o objetivo de engajar e consultar os governos locais, as empresas e representantes da sociedade civil, em todo o país, a respeito da reunião dos BRICS que se aproxima.  A África do Sul entrou no grupo de economias emergentes que inclui Brasil, Rússia, Índia e China durante a reunião anual do bloco na China, em 2011.
Collins disse que o próximo encontro — que acontece no Centro Internacional de Convenções de Durban entre 25 e 27 de março — tem quatro principais áreas de foco: o estímulo do desenvolvimento da infraestrutura africana, a fundação do banco de desenvolvimento liderado pelos BRICS, um grupo de reflexão e um conselho empresarial.

Contexto dos desafios de desenvolvimento da África

O ministro disse que a união da África do Sul aos BRICS deve ser compreendida dentro do contexto da intenção do país em lidar com desafios de desenvolvimento enfrentados pelo continente africano. E sua estratégia foca na infraestrutura como instrumento fundamental para criar postos de trabalho, impulsionando a competitividade da África e promovendo integração regional.

“Queremos alinhar os interesses dos países dos BRICS ao apoiar a agenda de integração na África, e não apenas concentrar no acesso aos nossos recursos”, afirmou Chabane.
Ele ressaltou que os líderes dos BRICS estão comprometidos com a industrialização do continente, em alinhamento com a Nova Parceria para o Desenvolvimento da África (Nepad, em inglês) durante a cúpula que aconteceu em 2001 em Sanya, na China.
Na quarta reunião dos BRICS em Nova Déli, na Índia, no ano passado, o presidente sul – africano Jacob Zuma encontrou-se com chefes da indústria, convidando-os “para se unir à África do Sul no desenvolvimento do continente africano”.

Destravando o potencial da África

A união da África do Sul aos BRICS foi, em grande parte, baseada na função do país como condutor logístico e financeiro para África Subsaariana, e no grande potencial econômico do continente.
“A África é a que mais cresce depois da Ásia e oferece os maiores retornos sobre investimentos de qualquer região, Chabane falou a sua plateia na quarta-feira.
“O continente africano tem 60% das terras agrícolas aráveis sem uso do mundo. Em 2010, seis das economias mundiais que mais crescem emergiram da África, e a produção africana deverá crescer em 50% nos próximos quatro anos. O crescimento econômico deverá se expandir em uma média de 5,5% por ano nos próximos cinco anos”, completou o ministro.
Em direção uma ordem mundial mais justa
Foi esse potencial, combinado ao poder econômico de Brasil, Rússia, Índia e China, que permitiria aos BRICS pavimentarem o caminho para “um novo padrão global, com foco nas relações Sul – Sul, indo além das divisões e concepções anteriores: Leste – Oeste e Norte – Sul”, disse Collins Chabane.
Isso foi em conformidade com o princípio fundamental para a parceria da África do Sul com os BRICS: o de promover o papel das economias emergentes nas relações internacionais e, em última análise, ajudar a moldar a arquitetura política e financeira global de forma mais justa.
"Com a história única da África do Sul e política externa independente, nós trazemos nossas experiências e perspectivas próprias aos BRICS”, declarou Chabane, ao instigar os sul–africanos a se unirem e apoiar a próxima cúpula em Durban, “uma vez que traz desenvolvimento não somente para nós, mas para todo continente africano”, finalizou.


Sobre a Brand South Africa

Brand South Africa, anteriormente conhecida como o Conselho Internacional de Marketing da África do Sul, foi criada em agosto de 2002 para ajudar a criar uma imagem de marca positiva e atraente para a África do Sul. O nome mudou oficialmente para melhor alinhar seu mandato de construir a reputação da marca da nação da África do Sul, a fim de melhorar sua competitividade global.

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